A Heco Produções gerencia e comercializa um acervo de 64 filmes, realizados por diretores como Carlos Hugo Christensen, Carlos Reichenbach, Rogério Sganzerla, José Mojica Marins, Jean Garret, Ody Fraga entre outros.
Essa coleção inclui o Acervo Ozualdo R. Candeias, que compreende grande parte da filmografia do diretor e seu acervo de 16.450 fotografias.
Talvez ainda não tenhamos dado conta da riqueza e da diversidade do cinema produzido na Boca do Lixo, polo cinematográfico paulista responsável por mais de 1000 longas-metragens entre 1957 e 1992. Sediado na Rua do Triunfo, no bairro da Luz, o local, embora tenha assegurado seu lugar na história do cinema brasileiro, conhecido pela vasta produção comercial e erótica, está distante do cânone, e seus profissionais, em sua maioria, caíram no ostracismo.
Se, por um lado, tal esquecimento empobrece a compreensão do cinema brasileiro, por outro, permite a descoberta, por novas gerações, de obras e criadores notáveis.

Ozualdo Candeias
Ozualdo R. Candeias (1922-2007) foi um dos precursores do cinema de autor no Brasil e do movimento conhecido como Cinema Marginal. Um dos mais criativos cineastas que o país já revelou, seu longa-metragem de estreia, A Margem (1967), é considerado até hoje um marco da filmografia nacional. Diretor, roteirista, fotógrafo e montador, também foi responsável por registrar o cotidiano da Boca do Lixo, efervescente polo de produção cinematográfica em São Paulo, que teve seu auge durante o final da década de 1960 e o início da década de 1980.
POÇOS DE CALDAS
1956, documentário, 35mm, P&B
Documentário institucional sobre as atrações turísticas da cidade de Poços de Caldas.
INTERLÂNDIA (DÉC. 60)
documentário, 7 minutos, 35mm, P&B
Documentário institucional apresentando as atividades econômicas, religiosas e sociais da cidade de Espírito Santo do Pinhal.
JOGOS NOROESTINOS (DÉC. 60)
documentário, 10 minutos, 35mm, P&B
Documentário sobre os VI Jogos Noroestinos, ocorridos em Campo Grande.
MARCHA PARA O OESTE NÚMERO 3 (DÉC. 60)
documentário, 9 minutos, 35mm, P&B
Documentário institucional sobre os progressos da cidade de Campo Grande.
MARCHA PARA O OESTE NÚMERO 5 (DÉC. 60)
documentário, 9 minutos, 35mm, P&B
Documentário institucional sobre o desenvolvimento econômico da cidade de Corumbá.
BASTIDORES DA FILMAGEM DE UM PORNÔ (DÉC. 90)
documentário, 13 minutos, COR
Documentário que através das fotografias de Ozualdo R. Candeias registra de forma irônica a realização de um filme pornográfico.A produção de Ozualdo R. Candeias como fotógrafo foi realizada paralelamente à sua atividade cinematográfica e retrata as pessoas e os costumes da cidade de São Paulo entre os anos 1960-1990. O acervo possui vasto registro fotográfico composto por 16.450 imagens sobre arquitetura; a rua do Triunfo e arredores; grafites; retratos de personalidades do cinema brasileiro e bastidores de diversos filmes produzidos na Boca do Lixo. Há ainda, inúmeros registros de viagens para Bolívia e Peru, Mato Grosso, Paraná, Brasília e outras regiões do país.







Carlos Hugo Christensen
Carlos Hugo Christensen (1914-1999) foi um cineasta argentino radicado no Brasil a partir da década de 1950. Dono de uma filmografia extensa composta por mais de 50 filmes, transitou com maestria entre diversos países e gêneros cinematográficos, imprimindo uma marca autoral baseada no refinamento estético e no domínio da técnica. Diretor, roteirista e produtor, realizou filmes de gênero: terror, comédia, melodrama e noir, traçando um caminho particular na história do cinema brasileiro.

Ody Fraga
Ody Fraga (1927-1987) foi um roteirista e diretor de cinema brasileiro que alcançou grande destaque no cenário de produções da Boca do Lixo, em São Paulo. Intelectual ávido, iniciou sua carreira como roteirista de teleteatro e fez sua transição para o cinema com obras autorais que muitas vezes exploravam o protagonismo feminino e a sexualidade humana. Dentro desse universo, sua filmografia inclui tanto pornochanchadas quanto filmes de sexo explícito.
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Carlos Reichenbach
Carlos Oscar Reichenbach Filho (1945-2012) foi um dos principais representantes do chamado “cinema de autor” no Brasil. DIretor, roteirista, fotógrafo, ator, músico e crítico de cinema, “Carlão”, como era conhecido, iniciou sua carreira na Boca do Lixo, transitando entre diversas funções e tornando-se figura regular nos círculos de cinema de São Paulo. Sua obra, composta por curtas e longas-metragens, é marcada pela inventividade e pela fusão do erudito com o popular.















































